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	<title>Comentários para Simpósio Guiledje</title>
	<link>http://www.adbissau.org/guiledje</link>
	<description>1 a 7 de Março de 2008 Bissau, Guiné-Bissau</description>
	<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 15:49:59 +0000</pubDate>
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		<title>Comentário em Fórum por Luís Graça &#38; Camaradas da Guiné</title>
		<link>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/207#comment-15</link>
		<dc:creator>Luís Graça &#38; Camaradas da Guiné</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jan 2008 20:24:16 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/207#comment-15</guid>
		<description>Inimigos de ontem, amigos de hoje


Deixem-me observar e analisar, uma a uma, as excelentes fotos que a equipa da AD - Acção para o Desenvolvimento fez de alguns dos Antigos Guerrilheiros do PAIGC, que operaram na região sul, tendo alguns deles i(se não todos) participado no cerco e ocupação de Guiledje, de 18 a 22 de Maio de 1973 (Op Amílcar Cabral). 

É de referir que no âmbito do Projecto Guiledje, equipas de investigadores da AD - Acção para o Desenvolvimento entrevistaram-nos, gravaram e filmaram os seus depoimentos, em DVD. Uma iniciativa louvável e imperiosa, atendendo a que a geração dos antigos combatentes do PAIGC, envolvidos na luta de libertação (1963/74), é uma geração que está a desaparecer... 

Eles são também convidados especiais do Simpósio Internacional de Guiledje. E nós, os 'tugas' que lá formos, vamos ter concerteza a oportunidade (e o privilégio) de confraternizar com eles.

Olhando para estes rostos, alguns dos quais precocemente envelhecidos por uma vida duríssima (anos e anos de guerrilha pura e dura, a que se somaram as não menos penalizantes condições de vida e de trabalho num novo país independente, em construção), eu só consigo descortinar serenidade, sabedoria, coragem, experiência de vida... Talvez orgulho pela missão (cumprida), orgulho por terem sido protagonistas da sua própria história... Talvez, aqui e ali (...e é preciso adivinhar), alguma desilusão, algum desencanto, algum desapontamento pelo rumo dos acontecimentos que nos escapam, pelos 'amanhãs que não cantaram' (ou não cantaram para todos, para a grande maioria do povo)... Mas não vejo ódio, nem agressividade, nem ressentimento...

Foram homens, idealistas e generosos, que eram tão jovens como nós, e que amavam a sua terra como nós amamos a nossa, oriundos de diferentes comunidades e grupos, partilhando diferentes credos (animistas, muçulmanos, cristãos...), reunidos sob a mesma bandeira, e que, como combatentes, foram bons, determinados, abnegados, corajosos...

Também tiveram sorte no campo de batalha, que 'a sorte protege os audazes' (como dizem os Comandos Portugueses): hoje estão vivos; mas muitos milhares dos seus camaradas pagaram, com o sacrifício da sua própria vida, a sua opção pela luta de libertação... Estão vivos, mas não tiraram benefícios pessoais por ter sido guerrilheiros do PAIGC, combatentes da liberdade ou heróis vivos, aos olhos dos seus filhos, parentes, amigos, vizinhos...

Muitos voltaram a ser camponeses, um ou outro seguiu a pobre carreira de armas, outros quiçá já tiveram inclusive de sair do seu país, por motivos políticos, económicos ou outros... Que as revoluções também, aqui como noutros lados, costumam tragar muitos dos que as fazem...

Homens que ontem eram o IN, eram nossos inimigos (não individualmente, mas como exército, como máquina, como entidade mítica; porque estávamos, objectivamente, de um lado e de outro do campo de batalha, empunhando uns a Kalash e outros a G3...); homens que hoje queremos que sejam nossos amigos e até irmãos; homens que, no mínimo, merecem o nosso respeito, senão mesmo a nossa admiração... Há sempre em todas as guerras uma estranha cumplicidade entre combatentes de um lado e de outro...

Oxalá possam, todos estes antigos guerrilheiros do PAIGC, viver o que resta das suas vidas em paz, em segurança, em dignidade... E espero poder encontrar alguns deles em Guileje e dar-lhes um abraço do tamanho do Cumbijã, ou do Geba, ou do Corubal, ou do Cacheu, rios míticos de uma Guiné que também nos pertence um bocadinho, ou de algum modo... Quanto mais não seja, pela simples razão de que lá deixámos dois dos nossos verdes anos... 

Luís Graça,
Sociólogo, professor universitário,
Lisboa, ENSP/UNL
Fundador e editor do blogue Luís Graça &#38; Camaradas da Guiné
(http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Inimigos de ontem, amigos de hoje</p>
<p>Deixem-me observar e analisar, uma a uma, as excelentes fotos que a equipa da AD - Acção para o Desenvolvimento fez de alguns dos Antigos Guerrilheiros do PAIGC, que operaram na região sul, tendo alguns deles i(se não todos) participado no cerco e ocupação de Guiledje, de 18 a 22 de Maio de 1973 (Op Amílcar Cabral). </p>
<p>É de referir que no âmbito do Projecto Guiledje, equipas de investigadores da AD - Acção para o Desenvolvimento entrevistaram-nos, gravaram e filmaram os seus depoimentos, em DVD. Uma iniciativa louvável e imperiosa, atendendo a que a geração dos antigos combatentes do PAIGC, envolvidos na luta de libertação (1963/74), é uma geração que está a desaparecer&#8230; </p>
<p>Eles são também convidados especiais do Simpósio Internacional de Guiledje. E nós, os &#8216;tugas&#8217; que lá formos, vamos ter concerteza a oportunidade (e o privilégio) de confraternizar com eles.</p>
<p>Olhando para estes rostos, alguns dos quais precocemente envelhecidos por uma vida duríssima (anos e anos de guerrilha pura e dura, a que se somaram as não menos penalizantes condições de vida e de trabalho num novo país independente, em construção), eu só consigo descortinar serenidade, sabedoria, coragem, experiência de vida&#8230; Talvez orgulho pela missão (cumprida), orgulho por terem sido protagonistas da sua própria história&#8230; Talvez, aqui e ali (&#8230;e é preciso adivinhar), alguma desilusão, algum desencanto, algum desapontamento pelo rumo dos acontecimentos que nos escapam, pelos &#8216;amanhãs que não cantaram&#8217; (ou não cantaram para todos, para a grande maioria do povo)&#8230; Mas não vejo ódio, nem agressividade, nem ressentimento&#8230;</p>
<p>Foram homens, idealistas e generosos, que eram tão jovens como nós, e que amavam a sua terra como nós amamos a nossa, oriundos de diferentes comunidades e grupos, partilhando diferentes credos (animistas, muçulmanos, cristãos&#8230;), reunidos sob a mesma bandeira, e que, como combatentes, foram bons, determinados, abnegados, corajosos&#8230;</p>
<p>Também tiveram sorte no campo de batalha, que &#8216;a sorte protege os audazes&#8217; (como dizem os Comandos Portugueses): hoje estão vivos; mas muitos milhares dos seus camaradas pagaram, com o sacrifício da sua própria vida, a sua opção pela luta de libertação&#8230; Estão vivos, mas não tiraram benefícios pessoais por ter sido guerrilheiros do PAIGC, combatentes da liberdade ou heróis vivos, aos olhos dos seus filhos, parentes, amigos, vizinhos&#8230;</p>
<p>Muitos voltaram a ser camponeses, um ou outro seguiu a pobre carreira de armas, outros quiçá já tiveram inclusive de sair do seu país, por motivos políticos, económicos ou outros&#8230; Que as revoluções também, aqui como noutros lados, costumam tragar muitos dos que as fazem&#8230;</p>
<p>Homens que ontem eram o IN, eram nossos inimigos (não individualmente, mas como exército, como máquina, como entidade mítica; porque estávamos, objectivamente, de um lado e de outro do campo de batalha, empunhando uns a Kalash e outros a G3&#8230;); homens que hoje queremos que sejam nossos amigos e até irmãos; homens que, no mínimo, merecem o nosso respeito, senão mesmo a nossa admiração&#8230; Há sempre em todas as guerras uma estranha cumplicidade entre combatentes de um lado e de outro&#8230;</p>
<p>Oxalá possam, todos estes antigos guerrilheiros do PAIGC, viver o que resta das suas vidas em paz, em segurança, em dignidade&#8230; E espero poder encontrar alguns deles em Guileje e dar-lhes um abraço do tamanho do Cumbijã, ou do Geba, ou do Corubal, ou do Cacheu, rios míticos de uma Guiné que também nos pertence um bocadinho, ou de algum modo&#8230; Quanto mais não seja, pela simples razão de que lá deixámos dois dos nossos verdes anos&#8230; </p>
<p>Luís Graça,<br />
Sociólogo, professor universitário,<br />
Lisboa, ENSP/UNL<br />
Fundador e editor do blogue Luís Graça &amp; Camaradas da Guiné<br />
(http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Fórum por ABILIO DELGADO</title>
		<link>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/207#comment-13</link>
		<dc:creator>ABILIO DELGADO</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 19:13:45 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/207#comment-13</guid>
		<description>Fui o comandante das tropas de Guileje C. Cac 3477 "OS GRINGOS DE GUILEJE" de 21 Novembro 1971 por rendição da C.Cac 3325 até Dezembro 1972,rendido pela C.Cac 8350.
Tenho muito para contar sobre o Guileje.
Se for possível estarei no Simpósio, diponível para o que for necessário, e levarei documentação para deixar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fui o comandante das tropas de Guileje C. Cac 3477 &#8220;OS GRINGOS DE GUILEJE&#8221; de 21 Novembro 1971 por rendição da C.Cac 3325 até Dezembro 1972,rendido pela C.Cac 8350.<br />
Tenho muito para contar sobre o Guileje.<br />
Se for possível estarei no Simpósio, diponível para o que for necessário, e levarei documentação para deixar.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em [Tópico de discussão] Onde estão as nossas Mulheres? por Equipa de Coordenação</title>
		<link>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/208#comment-12</link>
		<dc:creator>Equipa de Coordenação</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jan 2008 10:39:38 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/208#comment-12</guid>
		<description>É "normal" que, perante a falta de participantes femininos num evento, haja a tendência de se recorrer apressadamente à acusação generalista de cultura machista africana por parte dos organizadores. 
Neste caso, não é o caso. A prática efectiva das três organizações promotoras deste Simpósio são disso prova. Repare que, por exemplo a AD, nos seus 16 anos de vida tem tentado promover acções e organizações para "dar voz aos sem voz", àqueles que são marginalizados "natural" ou ostensivamente, independentemente do sexo ou idade. Curiosamente, cerca de 80% das associações com quem a AD desenvolve acções em conjunto no mundo rural são de mulheres, pela simples razão de que são mais dinâmicas, mais empreendedoras e mais sérias no cumprimento dos seus compromissos, e não pelo facto de serem mulheres. Desta forma elas vão conquistando um maior espaço de intervenção nas sociedades tradicionais, um maior respeito e um maior protagonismo. Gradualmente e em função de uma aceitação, por vezes não totalmente pacífica, por parte da comunidade local, as mudanças vão-se fazendo sem serem por decretadas.
No caso do Simpósio, certamente que foi não só a nossa falta de capacidade para aumentar a presença de mulheres, que nos preocupou e entristeceu. Foi também a falta de muitos homens, condutores, cozinheiros, enfermeiros, artilheiros e comandantes, protagonistas de primeira linha da história de Guiledje que, por razões diversas, consideraram não pertinente a sua presença.
Temos a certeza que este Simpósio irá abrir as portas para que mais combatentes, mulheres e homens, sintam a coragem e o dever de partilhar com esta geração e as futuras, toda a riqueza da sua experiência e exemplo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É &#8220;normal&#8221; que, perante a falta de participantes femininos num evento, haja a tendência de se recorrer apressadamente à acusação generalista de cultura machista africana por parte dos organizadores.<br />
Neste caso, não é o caso. A prática efectiva das três organizações promotoras deste Simpósio são disso prova. Repare que, por exemplo a AD, nos seus 16 anos de vida tem tentado promover acções e organizações para &#8220;dar voz aos sem voz&#8221;, àqueles que são marginalizados &#8220;natural&#8221; ou ostensivamente, independentemente do sexo ou idade. Curiosamente, cerca de 80% das associações com quem a AD desenvolve acções em conjunto no mundo rural são de mulheres, pela simples razão de que são mais dinâmicas, mais empreendedoras e mais sérias no cumprimento dos seus compromissos, e não pelo facto de serem mulheres. Desta forma elas vão conquistando um maior espaço de intervenção nas sociedades tradicionais, um maior respeito e um maior protagonismo. Gradualmente e em função de uma aceitação, por vezes não totalmente pacífica, por parte da comunidade local, as mudanças vão-se fazendo sem serem por decretadas.<br />
No caso do Simpósio, certamente que foi não só a nossa falta de capacidade para aumentar a presença de mulheres, que nos preocupou e entristeceu. Foi também a falta de muitos homens, condutores, cozinheiros, enfermeiros, artilheiros e comandantes, protagonistas de primeira linha da história de Guiledje que, por razões diversas, consideraram não pertinente a sua presença.<br />
Temos a certeza que este Simpósio irá abrir as portas para que mais combatentes, mulheres e homens, sintam a coragem e o dever de partilhar com esta geração e as futuras, toda a riqueza da sua experiência e exemplo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Fórum por JOSE CARVALHO</title>
		<link>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/207#comment-11</link>
		<dc:creator>JOSE CARVALHO</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jan 2008 22:25:41 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/207#comment-11</guid>
		<description>FUI FUR MIL DA CCAV 8350 "OS PIRATAS DE GUILEJE"
FUI O AUTOR DO NOME E LOGOTIPO D' "OS PIRATAS DE GUILEJE"TENHO MUITO ORGULHO DA MINHA FOTO ESTAR NO CIMO DA VOSSA PÁGINA DO SÍMPÓSIO. NÃO VOU AO SIMPÓSIO POR MOTIVOS ECONÓMICOS.
TENHO MUITAS SAUDADES DE GUILEJE.
FIZ PARTE DA PATRULHA QUE CAIU NUMA EMBOSCADA EM GADAMAEL ONDE MORRERAM 4 HOMENS
FIZ PARTE DA OPERAÇÃO DE RESGATE DO PILOTO DO FIAT G 91 ABATIDO PELO MISSEL STRELLA
NO PINDA
JARAMA NANI</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>FUI FUR MIL DA CCAV 8350 &#8220;OS PIRATAS DE GUILEJE&#8221;<br />
FUI O AUTOR DO NOME E LOGOTIPO D&#8217; &#8220;OS PIRATAS DE GUILEJE&#8221;TENHO MUITO ORGULHO DA MINHA FOTO ESTAR NO CIMO DA VOSSA PÁGINA DO SÍMPÓSIO. NÃO VOU AO SIMPÓSIO POR MOTIVOS ECONÓMICOS.<br />
TENHO MUITAS SAUDADES DE GUILEJE.<br />
FIZ PARTE DA PATRULHA QUE CAIU NUMA EMBOSCADA EM GADAMAEL ONDE MORRERAM 4 HOMENS<br />
FIZ PARTE DA OPERAÇÃO DE RESGATE DO PILOTO DO FIAT G 91 ABATIDO PELO MISSEL STRELLA<br />
NO PINDA<br />
JARAMA NANI</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em [Tópico de discussão] Onde estão as nossas Mulheres? por Artemisa</title>
		<link>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/208#comment-10</link>
		<dc:creator>Artemisa</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jan 2008 02:30:15 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/208#comment-10</guid>
		<description>Concordo plenamente com Didinho, pois fiquei triste  ao adentrar o site deparei-me com a tamanha falta da presença feminina no Simpósio,  e posteriormente nas mesas de discussões. Entretanto ainda permeia na nossa cultura machista africana  o imaginário que  o poder  de decisões está  estritamente vinculada ao masculino. Neste caso  é  absolutamente "normal" o esquecimento dos organizadores do evento que a  mulher  também é  provido de intelectual idade e que a África precisa dar a maior visibilidade o empoderamento de suas mulheres.
  Onde estão as mulheres africanas 
Além de serem coadjuvantes  nas lutas de libertação na nacional de seus países, atravessaram também o atlântico  para reconstruir o novo mundo na diáspora  negra, reformulando assim um novo ideal de vida política.  Nesta direção, precisamos analisar a fortaleza das mulheres africanas dentro e fora do continente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo plenamente com Didinho, pois fiquei triste  ao adentrar o site deparei-me com a tamanha falta da presença feminina no Simpósio,  e posteriormente nas mesas de discussões. Entretanto ainda permeia na nossa cultura machista africana  o imaginário que  o poder  de decisões está  estritamente vinculada ao masculino. Neste caso  é  absolutamente &#8220;normal&#8221; o esquecimento dos organizadores do evento que a  mulher  também é  provido de intelectual idade e que a África precisa dar a maior visibilidade o empoderamento de suas mulheres.<br />
  Onde estão as mulheres africanas<br />
Além de serem coadjuvantes  nas lutas de libertação na nacional de seus países, atravessaram também o atlântico  para reconstruir o novo mundo na diáspora  negra, reformulando assim um novo ideal de vida política.  Nesta direção, precisamos analisar a fortaleza das mulheres africanas dentro e fora do continente.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Fórum por Africano Cansa</title>
		<link>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/207#comment-9</link>
		<dc:creator>Africano Cansa</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Dec 2007 17:08:23 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/207#comment-9</guid>
		<description>
Acabem com esta secção uma vez que os guineenses são maus, invejosos e “confusionistas”, mesquinhos e pobres de espírito.

Sabemos quem é Balla Balde e grande a inveja e o ódio que o move. 

Por isso, Sr. Banobá, vire a sua triste sina de ciumento inveterado e de zarolho irrascível para os píncaros do inferno e deixe os que querem fazer coisas lindas e boas trabalharem para a Guiné-Bissau e os guineenses que bem merecem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acabem com esta secção uma vez que os guineenses são maus, invejosos e “confusionistas”, mesquinhos e pobres de espírito.</p>
<p>Sabemos quem é Balla Balde e grande a inveja e o ódio que o move. </p>
<p>Por isso, Sr. Banobá, vire a sua triste sina de ciumento inveterado e de zarolho irrascível para os píncaros do inferno e deixe os que querem fazer coisas lindas e boas trabalharem para a Guiné-Bissau e os guineenses que bem merecem.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Fórum por Equipa de Coordenação</title>
		<link>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/207#comment-8</link>
		<dc:creator>Equipa de Coordenação</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Dec 2007 17:19:17 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/207#comment-8</guid>
		<description>E se o futuro do país se construísse com base na procura das nossas referências históricas, hoje tão esquecidas? 
Naqueles valores a que todos se uniram para fazer uma luta de libertação impar, orgulho de quantos nela se envolveram, fossem eles guineenses, caboverdianos, cubanos, portugueses (sim, também os houve e foram muitos os que com ela se solidarizaram), guineenses de Conakry, gambianos, angolanos, suecos, ingleses, franceses e tantos outros.
A construção de um país faz-se à volta de valores, princípios éticos, procura de justiça e de um desenvolvimento justo.
Quando nos esquecemos deles, só nos resta ir à sua procura, unirmo-nos à volta daquilo que nos irá mobilizar para o futuro.
Provavelmente um empréstimo financeiro internacional poderia resolver a terrível situação dos que, hoje, estão a tentar viver com 12 meses de salários em atraso, mas certamente não resolveria o problema do futuro do país.
E se a História nos ajudasse a reencontrarmo-nos connosco próprios?
Não será que esta nossa terra é demasiado grande para que, de forma simplista, haja quem a pretenda dividir entre pró e contra-ninistas?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E se o futuro do país se construísse com base na procura das nossas referências históricas, hoje tão esquecidas?<br />
Naqueles valores a que todos se uniram para fazer uma luta de libertação impar, orgulho de quantos nela se envolveram, fossem eles guineenses, caboverdianos, cubanos, portugueses (sim, também os houve e foram muitos os que com ela se solidarizaram), guineenses de Conakry, gambianos, angolanos, suecos, ingleses, franceses e tantos outros.<br />
A construção de um país faz-se à volta de valores, princípios éticos, procura de justiça e de um desenvolvimento justo.<br />
Quando nos esquecemos deles, só nos resta ir à sua procura, unirmo-nos à volta daquilo que nos irá mobilizar para o futuro.<br />
Provavelmente um empréstimo financeiro internacional poderia resolver a terrível situação dos que, hoje, estão a tentar viver com 12 meses de salários em atraso, mas certamente não resolveria o problema do futuro do país.<br />
E se a História nos ajudasse a reencontrarmo-nos connosco próprios?<br />
Não será que esta nossa terra é demasiado grande para que, de forma simplista, haja quem a pretenda dividir entre pró e contra-ninistas?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Fórum por Balla Balde</title>
		<link>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/207#comment-6</link>
		<dc:creator>Balla Balde</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Nov 2007 15:57:16 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/207#comment-6</guid>
		<description>Uma iniciativa estranha num Pais estranho. Gastar fundos publicos para glorificacao do General Presidente com ferro quente "Na Bunda" dos militares parece forma de desviar a atencao dos problemas do Pais. Um Pais com um Estado disfuncional, incapaz de pagar salarios por doze meses...

Qual a oportunidade deste evento?

Na verdade muito estranho. Tao estranho que os NINISTAS prestam-se a exercicios do genero como forma de glorificar o individuo, o DITADOR, que inviabilizou o seu Pais. Que pena!

===</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma iniciativa estranha num Pais estranho. Gastar fundos publicos para glorificacao do General Presidente com ferro quente &#8220;Na Bunda&#8221; dos militares parece forma de desviar a atencao dos problemas do Pais. Um Pais com um Estado disfuncional, incapaz de pagar salarios por doze meses&#8230;</p>
<p>Qual a oportunidade deste evento?</p>
<p>Na verdade muito estranho. Tao estranho que os NINISTAS prestam-se a exercicios do genero como forma de glorificar o individuo, o DITADOR, que inviabilizou o seu Pais. Que pena!</p>
<p>===</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em [Tópico de discussão] Onde estão as nossas Mulheres? por Miguel de Barros</title>
		<link>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/208#comment-5</link>
		<dc:creator>Miguel de Barros</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Nov 2007 09:44:17 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/208#comment-5</guid>
		<description>Mantenhas,
Parabéns pela iniciativa e o propósito associado a ela no que concerne à intervenção em Guiledje!
O programa é muito bem planeado e estruturado, tirando a ausência de mulheres enquanto protagonistas na apresentação das comunicações. Personalidades como Dalila Cabrita Mateus (Fac. Letras, Univ Clássica de lx), Ana Farias (CESH, Iscte) e Joacine Moreira (guineense e membro do CEA-ISCTE), podem dar um bom contributo em termos da análise à volta das dinâmicas e processos de colonização e descolonização.
Por outro lado, acho que não deveria haver sobreposição dos oradores e moderadores nas actividades (ou seja, ñ repetí-los) e, nesta base, sugeria que o moderador do painel 2, Leopoldo Amado, seja substituído pelos Jornalistas Óscar Barbosa (Kankan, pioneiro da RDN) ou José Vicente Lopes (autor de Cabo-Verde nos bastidores da independência) ou ainda pelo Fafali Koudawo (autor de Guiné-Bissau e Cabo-Verde: da democracia revolucionária à democracia liberal).
Votos de continuação de boa preparação,
abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mantenhas,<br />
Parabéns pela iniciativa e o propósito associado a ela no que concerne à intervenção em Guiledje!<br />
O programa é muito bem planeado e estruturado, tirando a ausência de mulheres enquanto protagonistas na apresentação das comunicações. Personalidades como Dalila Cabrita Mateus (Fac. Letras, Univ Clássica de lx), Ana Farias (CESH, Iscte) e Joacine Moreira (guineense e membro do CEA-ISCTE), podem dar um bom contributo em termos da análise à volta das dinâmicas e processos de colonização e descolonização.<br />
Por outro lado, acho que não deveria haver sobreposição dos oradores e moderadores nas actividades (ou seja, ñ repetí-los) e, nesta base, sugeria que o moderador do painel 2, Leopoldo Amado, seja substituído pelos Jornalistas Óscar Barbosa (Kankan, pioneiro da RDN) ou José Vicente Lopes (autor de Cabo-Verde nos bastidores da independência) ou ainda pelo Fafali Koudawo (autor de Guiné-Bissau e Cabo-Verde: da democracia revolucionária à democracia liberal).<br />
Votos de continuação de boa preparação,<br />
abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em [Tópico de discussão] Onde estão as nossas Mulheres? por Mbenleywham Nhafa Nafantché</title>
		<link>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/208#comment-4</link>
		<dc:creator>Mbenleywham Nhafa Nafantché</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Nov 2007 11:16:05 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/208#comment-4</guid>
		<description>Em primeiro lugar os meus profundos e sinceros sentimentos de gratidão aos que tiveram a audácia de perpetuar a memória de Guiledje. Um facto de extraordinária importância que ficará, sem dúvida, inscrito nos anais da nossa História. Os meus parabens aos insperadores e organizadores do evento.
Porém, é extremamente visível a falta da presença feminina na "fileira" dos Oradores e Testemunhas desse Grande evento hotórico. As nossas valentes combatentes de AK, de Seringas nas mãos e de "potis" de água e cabaças de comida e alimentos na cabeça, não poderiam ajudar a tornar mais presente esse fantástico momento histórico contribuindo cada uma com o seu depoimento? Com certeza, ainda não é tarde para incluir mais mulheres ex-combatentes ou as actuais formadas em vários domínios de saber para que possam dar o seu contribuito a fim tornar mais rico esse acontecimento ímpar nesta nova fase da nossa História bissauguineense de "Libertação Nacional" contra o maior mais temível e actual inimigo do povo da Guiné-Bissau: a pobreza material e a pauperização antropológica do homem guineense. 
Mais uma vez, os meus parabens e que a vossa empresa seja abençoada.
P. Francelino</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em primeiro lugar os meus profundos e sinceros sentimentos de gratidão aos que tiveram a audácia de perpetuar a memória de Guiledje. Um facto de extraordinária importância que ficará, sem dúvida, inscrito nos anais da nossa História. Os meus parabens aos insperadores e organizadores do evento.<br />
Porém, é extremamente visível a falta da presença feminina na &#8220;fileira&#8221; dos Oradores e Testemunhas desse Grande evento hotórico. As nossas valentes combatentes de AK, de Seringas nas mãos e de &#8220;potis&#8221; de água e cabaças de comida e alimentos na cabeça, não poderiam ajudar a tornar mais presente esse fantástico momento histórico contribuindo cada uma com o seu depoimento? Com certeza, ainda não é tarde para incluir mais mulheres ex-combatentes ou as actuais formadas em vários domínios de saber para que possam dar o seu contribuito a fim tornar mais rico esse acontecimento ímpar nesta nova fase da nossa História bissauguineense de &#8220;Libertação Nacional&#8221; contra o maior mais temível e actual inimigo do povo da Guiné-Bissau: a pobreza material e a pauperização antropológica do homem guineense.<br />
Mais uma vez, os meus parabens e que a vossa empresa seja abençoada.<br />
P. Francelino</p>
]]></content:encoded>
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