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	<title>Simpósio Guiledje</title>
	<link>http://www.adbissau.org/guiledje</link>
	<description>1 a 7 de Março de 2008 Bissau, Guiné-Bissau</description>
	<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 07:06:26 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
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		<title>Fórum</title>
		<link>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/207</link>
		<comments>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/207#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Nov 2007 09:31:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipa de Coordenação</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Bem Vindos ao Forum Guiledje!
Neste momento, gostaríamos que as contribuições dos visitantes se situassem à volta dos seguintes temas:
1. A realização do Simpósio “Guiledje na rota da Independência da Guiné-Bissau”: apreciação sobre a oportunidade do evento, os painéis e temas, oradores, organização em geral, sugestões, etc.
2. Contribuição com relatos vividos da guerra na zona de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem Vindos ao Forum <strong>Guiledje</strong>!</p>
<p>Neste momento, gostaríamos que as contribuições dos visitantes se situassem à volta dos seguintes temas:</p>
<p>1. A realização do Simpósio “<strong>Guiledje na rota da Independência da Guiné-Bissau</strong>”: apreciação sobre a oportunidade do evento, os painéis e temas, oradores, organização em geral, sugestões, etc.</p>
<p>2. Contribuição com <strong>relatos vividos</strong> da guerra na zona de Guiledje, memórias, informações sobre livros das unidades</p>
<div>3. <strong>E depois do Simpósio, o que fazer ?</strong> Sendo  impossível reconstruir o Quartel de  Guiledje, pensa-se na possibilidade de promover o turismo ecológico, a  instalação de um Núcleo museológico, uma Escola profissional rural e a sede  do Parque transfronteiriço.  E que mais  ?</div>
<p>As contribuições de cada um terão uma resposta, se for caso disso.</p>
<p>A organização reserva-se o direito de não publicar as contribuições sempre que elas não respeitem o espírito de tolerância, não sejam pertinentes ou promovam sentimentos negativos.</p>
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		<title>Proposta de realização simultânea de um Simpósio em Portugal</title>
		<link>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/215</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Dec 2007 13:17:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipa de coordenação</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Só agora arranjei algum tempo para te responder a sério: compreendo a oportunidade do Congresso e resta-me expressar-te o reforço da admiração que sempre senti por ti, desde que te vi na TVI (julgo) acabado de desembarcar, a por a boca no trombone. É genial, e seria uma primeira mundial: nos states já vão fazendo umas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só agora arranjei algum tempo para te responder a sério: compreendo a oportunidade do Congresso e resta-me expressar-te o reforço da admiração que sempre senti por ti, desde que te vi na TVI (julgo) acabado de desembarcar, a por a boca no trombone. É genial, e seria uma primeira mundial: nos <em>states</em> já vão fazendo umas visitas guiadas ao Vietnam, mas tudo muito tímido e sem consistência; os franceses só tiveram a Argélia, o Bernard-Henry Lévy quer ressuscitar a esquerda com o relançamento do debate Vichy-ARGÉLIA-68, para combater o revisionismo e a pseudo não-arrogância triunfante do Sarkozy, mas sem coerência&#8230; Por incrível que pareça, fomos os primeiros a chegar - não fomos tão brutos como os outros, os vícios é que roeram a corda - e os últimos a sair.</p>
<p>Sabes que eu sou bicho muito estranho, um misto de nacionalista colonialista / colonizado: um tuguiné. Mas mesmo com essa ambiguidade pessoal, acho que se a cena correr bem é uma linda ponte; uma alavanca de sentido histórico insuspeito, a que convinha atribuir a devida publicidade. E vamos evitar as conotações políticas actuais, tanto de um lado como de outro (pero que las hay, las hay&#8230;).</p>
<p>Acho que as novas tecnologias deviam ser postas ao serviço do Congresso. Acho que devia decorrer um Congresso paralelo em Portugal, com testemunhos de quem não possa ir, através de YouTube cruzado (de manhã produz-se; à tarde visiona-se o que decorreu do outro lado) ou mesmo webcam cruzado on-line dos oradores (tens decerto um data-show - projector de computador). Isto sai decerto dos teus parâmetros organizacionais por qualquer boa razão, mas desculpa, está-me para aqui a sair.</p>
<p>Já deves ter visto a página do primeiro Pelotão de Caçadores da Companhia 1496; segue os links&#8230; os rapazes estiveram aí há uns tempos a lembrar (se tivesse tempo verificava as caras). Vou fazer uma pequena pesquisa no Centro de Documentação 25 de Abril e depois logo te digo algo. Era engraçado gerir depois o resultado através de uma campanha de marketing político global, produção de conteúdos, conexão com palavras quentes&#8230;</p>
<p>Para já, mando-te uma pequena transcrição que já tinha mas creio que não está editada na net, que saiu numa publicação da Editorial Notícias, de 1994, do género: compravas o jornal e por mais cem escudos levavas o livro. «Depoimentos» do Salgueiro Maia. Como a Natércia já me pôs à disposição o espólio podia dar uma vista de olhos e ver se por lá há inéditos. De qualquer forma, podia sacar uma pequena entrevista em vídeo&#8230; julgo que ela chegou a estar aí com o marido em combate. Embora sejas mais PAIGC, julgo que o Maia é um bom mediador neste caso.</p>
<p>Embora combatesse por amor à sua pátria, afirma nestes seus depoimentos:</p>
<p>«Ainda agora me custa a compreender que, passados tantos anos, ainda haja quem não entendeu que os povos das ex-colónias tinham tanto direito à sua independência como nós em 1140 quando lutávamos para sermos independentes, apesar de falarmos a mesma língua e termos em comum a mesma religião, cor de pele e praticamente os mesmos costumes.»</p>
<p>e mais à frente, não resisto a transcrever um troço que tem Guiledge:</p>
<p>«Podemos afirmar que a guerra nas colónias criou uma radicalização e a consciência de que a ditadura e a opressão colonial eram a mesma coisa; a nível militar, o baixo grau de eficiência e organização, assim como a tensão Governo/ Forças Armadas, criaram o descontentamento generalizado das patentes inferiores a coronel; a partir de 1973, o exército actua sem forças de reserva e sem rectaguarda; o material é inferior ao do inimigo em quantidade e qualidade; combate-se esperando uma solução política que não vem; os militares combatentes ganham consciência da incapacidade de impor a vontade ao inimigo; (&#8230;) os militares ganham consciência de que têm pouco em comum com a exploração colonialista; a situação militar de exaustão de meios na Guiné e em Moçambique levam a acelerar o processo; (&#8230;) a carência de meios humanos devidamente habilitados para enfrentarem a especificidade da guerra subversiva leva à formação de «capitães-proveta», à queda do nível de instrução e da eficiência em combate, patentes em situações como o abandono de Guilege pelas nossas forças.»</p>
<p>Mas vamo-nos cingir aos factos, ou melhor, aos</p>
<p>«<strong>FEITOS POR GUIDAGE </strong></p>
<p>A acção decorre na Guiné no ano de graça de 1973, num Maio em fim de época de chuvas. A subunidade a que pertenço tem oficialmente a sua comissão terminada, está no que se chama o «mata-bicho». O dia 5 de Maio nasceu calmo; no entanto, cedo se notou uma azáfama anormal de meios aéreos. Pelas 7 horas, ouviu-se forte tiroteio, pelo que, tendo-me dirigido ao rádio, ouvi grossa confusão de pedidos de apoio aéreo, de apoio de artilharia, de evacuação, etc. Para cúmulo, tudo aquilo partia de um destacamento a cargo de um pelotão da minha companhia e sem eu ter conhecimento de qualquer acção das NT <a href="#_ftn1" title="_ftnref1" name="_ftnref1">[1]</a>[1]] nessa zona.</p>
<p>Face à confusão no rádio e ao desconhecimento do que se passava na zona, segui para o meu destacamento com o efectivo disponível, que eram dez homens. No destacamento de C., transformado em posto de comando avançado, amontoavam-se, sentados no chão, cerca de 150 homens, que se encontravam de reserva; o ambiente era de nervosismo. Pouco depois de ter chegado, novo contacto do PAIGC com outro bigrupo das NT. Dos primeiros contactos resultaram seis mortos para as NT, incluindo três milícias, vários feridos graves e o destroçar do bigrupo, que deixou no terreno os mortos com o respectivo material e equipamento: três equipamentos completos, uma metralhadora <em>HK21</em> completa, duas espingardas<em> G3,</em> um emissor-receptor e outro material diverso. Os sobreviventes foram aparecendo no destacamento de C., cobertos pelos helicópteros e aviões que os foram sobrevoando até chegarem à entrada. Do segundo contacto, resultaram um morto e três feridos graves e a captura pelo PAIGC de um equipamento completo, uma espingarda <em>G3</em> e um morteiro de 60 mm. Ao contrário do primeiro contacto, os homens permaneceram no terreno, pois não sabiam como sair de lá nem tão-pouco como garantir as evacuações dos mortos e feridos; pediam pela rádio para lhes acudirem.</p>
<p>Face à situação, o comandante do batalhão manda avançar a companhia em reserva para acudir aos camaradas, mas, pura e simplesmente, a companhia recusa-se a avançar. Fico tão enojado com esta cena que, tendo como único pessoal sob o meu comando os dez homens que tinham vindo comigo mais outra secção do destacamento de C., disse-lhes que ia buscar os homens que estavam na mata. Se houvesse mais alguém que não fosse cobarde, podia ir comigo. As minhas duas secções e mais cinco homens subiram comigo para três <em>Unimogs 414</em> e, de imediato, fomos acompanhados por duas autometralhadoras<em> Panhard</em> do esquadrão que actuava na zona e que, também voluntariamente, iam recuperar o pessoal que se encontrava perdido na mata.</p>
<p>Para quem não conheceu a mata da Guiné, e difícil explicar como se consegue ir a corta-mato com viaturas tendo de encontrar passagem por entre as árvores, os arbustos, o capim alto, as ramagens com picos e, ao mesmo tempo; seguir uma direcção certa rumo a cerca de 60 homens deitados no chão. Para fazer cerca de 7 km demoramos quase hora e meia, apesar de tentarmos ir o mais depressa possível. Depois de rotos pela vegetação e cansados de correr ao lado das viaturas, chegámos ao local de combate. Ainda pairava no ar o cheiro adocicado das explosões; os homens tinham um ar alucinado, de náufrago que vê chegar a salvação, mas, em lugar de mostrarem a sua alegria, estavam ainda na fase de não saber se era verdade ou não.</p>
<p>Mando montar segurança à volta da zona e pergunto pelos feridos ao primeiro homem que encontro - tem um ar de miúdo grande a quem enfiaram uma farda muito maior do que ele; parece de cera, olha-me sem me ver e aponta com o braço. Sigo na direcção apontada e depressa vejo uma nuvem de mosquitos e moscas: já sei que à minha frente tenho sangue fresco. Debaixo de uma árvore, estão estendidos cinco homens; o capim está todo pisado; alguns dos homens estão em cima de panos de tenda; à volta, estão várias compressas brancas empastadas de vermelho; o chão parece o de um matadouro, há sangue coalhado por todo o lado; a maioria do sangue vem de um dos homens que já está cheio de moscas. Dirijo-me para ele - está cor de cera e praticamente nu. Olha-me como que em prece; ninguém geme, o silêncio é total. Trago comigo o furriel enfermeiro e um cabo maqueiro. Mando-os avançar, assim como as macas.</p>
<p>Dirijo-me ao ferido mais grave - o ferimento provem-lhe da perna. Tem em cima dela várias compressas empastadas de sangue. Tiro as compressas e vejo que o homem não tem garrote. Pergunto estupefacto porque é que lhe não fizeram um. Alguém me responde que o enfermeiro está ferido. Começo a sentir raiva. Continuo a tirar as compressas, que foram postas a monte, sem sequer terem sido apertadas. O homem tem um estilhaço na zona da articulação do joelho. Vê-se a tíbia; toda a carne se encontra como que seca, envolvendo um buraco do tamanho de uma laranja. Enquanto o enfermeiro lhe presta os primeiros socorros, quase duas horas depois do ferimento, dou-lhe uma palmada no ombro e digo-lhe: «Já estás safo. Vamos evacuar-te», mas acredito pouco no que estou a dizer. Os restantes feridos não são muito graves, para além de um, que tem um buraco no peito e deve ter hemorragias internas.</p>
<p>O dia começa a cair. Na zona não é possível fazer descer helicópteros. Resta a solução de, na caixa dos<em> Unimogs,</em> levar os feridos, a saltarem como fardos a cada salto da viatura. Quando estamos para arrancar, ouvem-se várias explosões. Todo o mundo vai para o chão. Fico sem perceber, não ouço tiros de armas ligeiras. Na fracção de segundo em que, deitado no chão, tento perceber o que está a acontecer, começamos a ouvir como que o barulho de aviões a jacto: são os «jactos do povo», foguetões de 122 mm, que o PAIGC atira para a povoação sede do batalhão. Como a guerra não é connosco, mando retirar. O ferido na perna é acondicionado com as roupas do morto e todos os panos disponíveis na caixa do <em>Unimog.</em> O cabo enfermeiro segue sentado a seu lado com um frasco de soro nas mãos. O morto é colocado ao lado, embrulhado num pano de tenda; tem o peito aberto, parece um porco no talho. Pouco depois de iniciar o regresso, o ferido na perna morre. Nunca falou ou gritou. Guardo dele uns olhos assustados a brilhar numa pele branca e seca, a ficar vazia de vida, porque, em 60 homens, ninguém sabia o mais elementar em primeiros socorros: fazer um garrote.</p>
<p>Chego ao destacamento de C. Esta à minha espera uma coluna com ambulância para evacuar os feridos por terra. O medico do batalhão receita injecções e dá conselhos aos enfermeiros. Sigo no<em> Unimog,</em> que agora só tem cadáveres. Agradeço ao pessoal que saiu comigo a sua dedicação e digo-lhe que, mais que os agradecimentos, a nossa consciência nos recompensará. Mando preparar a minha secção para regressar ao meu destacamento. Enquanto se forma a coluna para Bissau e o meu pessoal se prepara, dou comigo a contemplar os mortos de boca e olhos abertos, com aspecto de quem não compreende nada do que aconteceu. Mecanicamente, tiro os atacadores das botas dos mortos, ato-lhes os queixos, ponho-lhes as mãos em cruz, os pés juntos. Com a água do cantil molho-lhes os olhos e fecho-lhos. Olho para a minha obra e também não entendo. Entretanto, os seus camaradas contemplam de longe, mas não se acercam. Ainda agora, sempre que um senhor general da «brigada do reumático» diz que «a guerra estava ganha» me vem à memória a morte estúpida daqueles homens e a vitoria que eles ajudaram a preparar.</p>
<p>No dia 22 de Maio de  1973, a minha companhia tem tudo pronto para seguir para o Cumore com vista a regressar a Portugal. A boa disposição é permanente e total. A companhia, depois de uma comissão quase sempre a actuar como unidade de intervenção, com a consciência do «dever cumprido», dá largas à sua alegria, provocando o pessoal das outras unidades com o velho «Piriquito vai no mato&#8230; que a velhice vai no Bissau». Pelas 19 horas, recebo uma chamada de Bissau que me informava ir receber uma mensagem ordenando que a nossa companhia não seguisse para o Cumore, mas para outro lado, com vista a fazer uma operação de seis dias antes de embarcar.</p>
<p>Nesta altura, o PAIGC desencadeava uma ofensiva em pinça, a norte por Guidage e a sul por Guilege. Esta última posição já tinha sido ocupada pelo PAIGC, que capturou todo o material lá existente, depois de vários dias de cerco e bombardeamentos; a norte lutava-se por Guidage. Na zona de Guidage, as flagelações no mês de Maio de 1973 passaram de 50, no mês anterior, a 167. O IN <a href="#_ftn2" title="_ftnref2" name="_ftnref2">[2]</a>[2]] passou a utilizar mísseis terra-ar, do que resultou serem abatidos um avião <em>DO27</em> que acabava de evacuar feridos da pista de Guidage, um avião T6 de uma patrulha de dois que foram ver o que tinha acontecido ao<em> DO27</em> e um avião <em>Fiat G91.</em> Dos aviões abatidos resultou a morte de todos os ocupantes do avião <em>DO</em> e de um dos outros pilotos, pois um deles pode ser recuperado depois de se atirar em para-quedas.</p>
<p>O único acesso a Guidage passava por Binta, a cerca de 20 km. No itinerário, o IN implantou um campo de minas anticarro e antipessoal, com a originalidade de, pela primeira vez, as minas anticarro rebentarem com a simples pica. Antes das minas, a última coluna de reabastecimento a Guidage foi atacada consecutivamente durante cerca de vinte e quatro horas, tendo a escolta esgotado praticamente todas as munições de armas ligeiras que transportava, pelo que as viaturas com o restante material e os nossos mortos foram abandonadas no terreno, tendo as NT retirado em boa ordem para Guidage. Sofreram quatro mortos, oito, feridos graves e dez ligeiros. O batalhão de comandos foi enviado às bases do IN localizadas no Senegal - operação Ametista Real - para tentar diminuir a impetuosidade do ataque, mas, apesar de destruir material diverso, teve de retirar, já que o IN lhes surgiu com viaturas blindadas. Sofreram dezasseis mortos, sendo dois oficiais, e vinte feridos. Uma companhia de para-quedistas e um destacamento de fuzileiros tentam abrir o itinerário e conseguem chegar a pé a Guidage, mas com três mortos e vários feridos, depois de o destacamento de fuzileiros ter caído no campo de minas e os para-quedistas terem sofrido uma emboscada em campo raso, onde o IN utilizava canhão sem recuo em tiro directo.</p>
<p>Por volta de 20 de Maio existiam, cercadas em Guidage, as seguintes subunidades: a companhia de Guidage, a companhia que escoltou o último reabastecimento de Bissau sem problemas, a companhia de Farim, que teve de abandonar as viaturas, posteriormente bombardeadas e destruídas pela Força Aérea quando o IN as descarregava, a companhia de para-quedistas, o destacamento de fuzileiros e o efectivo de cerca de uma companhia de comandos, constituído pelos homens das várias companhias que tinham, actuado no Senegal, mas, por cansaço ou ferimentos, não tinham podido retirar a pé para Binta. Havia também um furriel e dois praças, únicos sobreviventes do pelotão de artilharia em apoio, de cujas peças o IN tinha feito o alvo preferido (num dos ataques, o IN, que fazia tiro com observadores avançados, como numa carreira de tiro, acertou em cheio no abrigo da guarnição de uma das peças e fez quatro mortos e três feridos graves). Existiam ainda, dois pelotões de milícias, que de Bigene se dirigiram para Guidage, sendo emboscados no caminho e tendo sofrido um morto e dois feridos graves. No desenrolar de várias acções na zona de Guidage, as NT sofreram mais cinco mortos e vinte e três feridos, sendo sete graves, além de, dentro de Guidage, terem sofrido três mortos e vinte e quatro feridos, depois de prejuízos graves no aquartelamento.</p>
<p>Nova coluna de reabastecimentos fica retida em Farim, pois no itinerário Mansoa-Farim foi atacada, tendo sido destruídas três viaturas, que ficaram no terreno, para além das NT terem sofrido quatro mortos e dezasseis feridos, sendo nove graves, incluindo um oficial. Destas acções resultaram cerca de 70 mortos e muitos mais feridos para o PAIGC entre 5 e 22 de Maio de 1973. No sector sul continuava a acção do IN, que abateu dois aviões <em>Fiat G91,</em> com a morte dos respectivos pilotos, para além de atacar em força em Catió e Cufar e dificultar os trabalhos na estrada Cadique-Jemberem.</p>
<p>Na sua luta por Guidage, o PAIGC utilizou a artilharia pesada e ligeira do CE 199/E/70 apoiada por infantaria do CE 199/B/70 e CE 199/A/70, além de um grupo especial de mísseis terra-ar, que, para além do referido, pode ter sido o responsável pelo desaparecimento de outro avião <em>DO27.</em> Em armamento, o IN utiliza, nesta altura, peças de 120 mm de tiro rápido, foguetões de 122 mm, morteiros de 120 mm e 82 mm, canhões sem recuo de 7,5 e 5,7, lança-granadas foguetes <em>RPG2</em> e<em> RPG7,</em> isto para além do armamento ligeiro normal e mísseis<em> Stella</em> terra-ar.</p>
<p>Com estes brilhantes antecedentes, não foi fácil prever qual a operação a desencadear. A 23 de Maio, pelas 6 horas, inicia-se a cambança do rio Mansoa em João Landim; pelas 8 horas e 30 minutos estamos em Bissau, no COMBIS <a href="#_ftn3" title="_ftnref3" name="_ftnref3">[3]</a>[3]], e começámos de novo a receber material de guerra para substituir o que tínhamos entregue com vista a embarcar para o continente. Aqui começam os problemas. Em primeiro lugar, não havia granadas de morteiro 81 ou 60 para fornecer - estavam esgotadas; não havia lança-granadas 8,9 (arranjámos dois por especial deferência) - estavam a aguardar a devolução a uma unidade que os tinha mandado consertar; não havia cantis para toda a gente - arranjou-se depois um cantil por homem, o que se sabia ser manifestamente insuficiente.</p>
<p>Enquanto isso decorria, vou informar-me ao Com. Chefe sobre o que estava a acontecer. Como eu previra, íamos seguir para Binta-Farim com vista a, com mais uma companhia de comandos, uma companhia de indígenas e outra companhia de atiradores de Farim, abrir o cerco a Guidage, ao mesmo tempo que os sitiados tentavam também abrir caminho. Pergunto: porquê a minha companhia, quando já tinha cumprido a comissão? A resposta deixa-me elucidado. Íamos nós por não<strong> </strong>haver mais ninguém, isto é, tudo o que estava disponível era o pessoal que ia regressar à metrópole e, de entre este, a nossa companhia, porque tinha tido bom comportamento em combate, «foi escolhida». Isto é, se tivesse tido mau comportamento, vinha para o continente; como tinha tido bom comportamento, continuava na «guerra». Que melhor incentivo para a «vitória militar»?!</p>
<p>Como o itinerário Binta-Guidage está minado, querem<strong> </strong>que a companhia leve quase uma tonelada de trotil para fazer rebentar as minas. Se fôssemos a fazer isso, nunca mais chegaríamos ao objectivo, para além de não ser nada agradável transportar explosivos em zonas minadas e de emboscadas permanentes. Para não entrar em conflitos, acabámos por levar 100 kg de trotil, que não chegaremos a utilizar, mas, como não temos granadas, talvez sirvam para responder «à pedrada». Depois de uma comissão extenuante onde a dedicação foi para além das baixas não substituídas, deixámos ficar em Bissau com baixa à enfermaria, catorze homens; os outros também não íam famosos. Os meios auto também são poucos. Para garantir o transporte do pessoal com um mínimo de segurança, temos de, em Farim, «roubar» uma <em>Berliet</em> à companhia de transportes de Bissau.</p>
<p>Em 26 de Maio chegamos a Binta, onde já se encontravam as outras forças. Verifico que estão três capitães, alguns alferes, pouca comida e, para cúmulo, temos de dividir as munições<strong> </strong>com as outras subunidades, pois ainda estão pior do que nós. Para uma missão de tal responsabilidade, de que só tomaria plena consciência depois de chegar a Guidage, local onde compreendi como foi possível Dien-Bien-Phu, não havia nenhum oficial superior. Assim, os capitães fizeram uma mensagem para o chefe onde pediam um oficial superior com vista a comandar a operação. Claro que nenhum apareceu, mas, entretanto, houve muitas «baixas» ao HM-241 e passaram a ver-se menos majores nos cafés de Bissau.</p>
<p>No dia 29 de Maio, pelas 5 horas, iniciámos a abertura do itinerário Binta-Guidage. Cerca das 10 horas, ao ser picada, foi<strong> </strong>accionada uma mina anticarro, de que resultou um morto (ficou somente com um bocado do tronco, pois o resto desapareceu), um furriel cego e dois feridos ligeiros. Foi ordenado ao pelotão a que pertenciam as baixas para, em dois <em>Unimogs,</em> fazer a evacuação para Binta, onde a companhia local os evacuaria para Farim e daí para Bissau, por já não haver evacuações aéreas no local, devido à existência de mísseis terra-ar. O pelotão que fez a evacuação aproveitou a oportunidade e não voltou, como lhe tinha sido ordenado, e assim ficámos com menos duas viaturas e cerca de 30 homens. Talvez para que o mau exemplo não se espalhasse, esta deserção colectiva em frente do IN, apesar de constar no relatório da operação, não originou qualquer procedimento disciplinar.</p>
<p>Após o incidente, e conforme o planeado, iniciámos a progressão a corta-mato, levando na frente uma viatura D6, que abria o caminho junto com uma<em> Berliet. </em>Outra<em> Berliet</em> seguia em segundo lugar, a uns 300 m. Levava somente o condutor com um homem ao lado, tinha a caixa de carga cheia de cunhetes abertos com todo o tipo de munições, prontas a utilizar - era a nossa arma secreta, <em>self-service. </em>Até<em> </em>ali, o PAIGC tinha utilizado a táctica de ataques frontais em linha com forte potencial de fogo, em que cada homem armado usava dois a três carregadores para o substituírem, caso fosse ferido ou morto, evacuarem e continuarem o ataque. Esta maneira de actuar vinha do Vietname; o ataque decorria em vagas sucessivas até as NT, esgotadas as munições, terem de retirar. Nessa altura era desencadeado o ataque final. Com a nossa arma <em>self-service</em> estávamos sempre prontos a responder taco a taco.</p>
<p>Um grupo do PAIGC, estimado em 120 elementos, atacou-nos pelas 12 horas, utilizando a técnica jé descrita, ao mesmo tempo que batia a zona com morteiros de 82  mm. Poucos minutos depois de ter sido repelido o primeiro ataque, o PAIGC volta, mas com as NT já remuniciadas. Voltam terceira vez, tentando envolver-nos, depois de nos fixarem pontualmente. Também já desta vez estamos remuniciados e tínhamos adoptado um dispositivo em L para prever o envolvimento. Os ataques duraram mais de uma hora. Pelas 14 horas tinham desmaiado seis homens, vítimas do cansaço e da insolação, consequência de, desde o nascer do dia, estarem a pé e ao sol, carregados com todo o material bélico possível, além de, debaixo de fogo, terem rastejado, envolvidos na poeira do seu movimento e dos vários rebentamentos, tendo somente para beber a água de um cantil por homem, que há muito tempo tinha sido gasta. Com seis homens desmaiados por insolação, sem água para 1hes dar e com todo o pessoal cansado, a situação não era brilhante, pois para levar cada homem, eram pelo menos necessários quatro, mais quatro para render os primeiros. Dava uma hipoteca de cerca de 60 homens só para o encargo do transporte.</p>
<p>Felizmente, a coluna de reabastecimento de Bissau veio avançando, para aproveitar o novo itinerário aberto, e assim houve a hipótese de subirmos para as viaturas, continuando a companhia de comandos e a de Farim na testa da coluna. Atingida a bolanha do Cufeu, entrou-se em contacto com a companhia de paras que vinha de Guidage ao nosso encontro. Na região de Ujeque, o nosso corta-mato encontrou a antiga picada apresentando chão firme e sinais de abandono, pelo que tentámos seguir por ela. Só que, pouco depois, rebentava nova mina debaixo da quarta viatura da coluna, um <em>Unimog 404;</em> quando o pessoal saltou para o lado, um milícia accionou uma mina antipessoal e ficou sem uma perna. De imediato se voltou a sair da picada e a seguir a corta-mato. Pouco depois, entrámos em contacto com o destacamento de fuzileiros retido em Guidage e que veio apoiar o nosso movimento.</p>
<p>Quase as 18 horas foi a coluna novamente atacada, agora sem consequências para as NT, num ataque de curta duração face à impetuosidade da resposta. Pelas 19 horas, esgotados, chegamos a Guidage, que ao anoitecer tinha um aspecto irreal. O chão estava lavrado por granadas, as casas, todas atingidas, pareciam urinas, os homens viviam em buracos, luz e água não havia. Houve grande regozijo e azáfama com a nossa entrada, pois era necessário preparar tudo para os cercados regressarem ao alvorecer do novo dia, sem dar tempo ao PAIGC para minar o novo itinerário. Por outro lado, era necessário dispersar os homens, pois os ataques eram frequentes. Como que para nos cumprimentar, pelas 21 horas somos flagelados por morteiros 82, com as granadas a cair em grupos de cinco e, para cúmulo, granadas nossas de 81 mm, das capturadas na coluna de reabastecimentos, agora disparadas contra nós. Felizmente, destas granadas algumas não rebentaram - por sorte, são as que caíram mais perto de nós.</p>
<p>No dia seguinte, pouco depois do alvorecer, inicia-se a coluna de regresso com o pessoal que, até à data, tinha sobrevivido e que, para além dos sofrimentos de que já padecia, deitado sobre colchões velhos, saltava como pipocas cada vez que a <em>Berliet</em> passava num buraco. Um mês depois, a 30  de Junho de 1973, seria a nossa vez de regressarmos a Bissau, onde ficamos fora das escoltas às colunas para Farim, mas fazendo segurança ao arame farpado de Bissau. Só em Outubro de 1973 regressamos ao continente, com seis meses de comissão a mais. Durante 40 dias, devido a só termos sido informados de que apenas iríamos efectuar uma operação por seis dias, não tivemos outra roupa para além da que tínhamos no corpo, que, entretanto, por falta de lavagem e com largos meses de uso intensivo, começou a apodrecer nas virilhas e nas covas dos braços; as calças começaram a abrir pelas costuras e a transformar-se em safões. A barba por fazer dava a todos o aspecto de salteadores ou de loucos; as micoses e outras erupções da pele eram gerais. Quando chegamos a Bissau, seguimos para o COMBIS, onde ficámos fechados, pois ninguém podia aproximar-se e ver o «nosso estado».</p>
<p>Mas em Guidage nem tudo foram más recordações, em especial a camaradagem e o comportamento da população; mesmo os maus momentos são recordados como um sonho, à dimensão do não senso em que se concretizaram. A primeira característica de Guidage como «nave dos loucos» é que não havia qualquer tipo de horário: tanto se podia comer a primeira refeição as 3 horas da manha como as 11 ou 12, isto porque todas as horas eram boas para os bombardeamentos do PAIGC; em especial as horas normais das refeições eram as escolhidas. Em Guidage só havia uma hora de água por dia e esporadicamente luz para iluminar pontos suspeitos, porque o gasóleo para os motores trabalharem era pouco e não se sabia quando vinha mais. A enfermaria e o depósito de géneros tinham sido praticamente destruídos; como assistência sanitária, tínhamos um sargento enfermeiro e alguns maqueiros, mas com o material disponível, só podíamos fazer o mais elementar em primeiros socorros. O pessoal dormia e vivia em valas abertas ao redor do quartel. Esporadicamente, errava-se por lanços por entre os edifícios ou o que deles restava.</p>
<p>Se o movimento se tornava mais normal, lá apareciam umas granadas de morteiro 82 para nos fazer lembrar que devíamos ter mais cuidado. Como dormir no chão não é muito agradável, na primeira oportunidade passei revista aos escombros e tive sorte: descobri dentro de um armário que tinha pertencido a um alferes madeirense que ficou sem uma perna uma farda n.º 3, o que me permitiu lavar o camuflado, uma escova de dentes usada, que me resolveu o problema de lavar os dentes, e, como prenda máxima, um bolo de mel e uma garrafa de vinho da Madeira quase cheia e inteira no meio de tudo partido. Com isto fiz uma pequena festa com três ou quatro homens, porque era perigoso juntar mais gente. Nesta altura pensei em, depois de regressar a Bissau, ir ao HM-241 saber quem era o alferes para lhe agradecer tão opíparo banquete, mas tal não foi possível e ainda hoje tenho esse peso na consciência.</p>
<p>Nas minhas visitas pelos escombros, desci ao abrigo da artilharia, onde houvera quatro mortos e três feridos graves. O abrigo fora atingido em cheio por uma granada de morteiro 82 com retardamento; a granada rebentou a meio de uma placa feita com sibes; o resto do abrigo ficou totalmente destruído; o chão tinha um revestimento insólito - consistia numa poça de sangue seco, de cor castanha, com 2 mm a 3 mm de espessura, rachada como barro ressequido. O odor envolvente era um pouco azedo, mas sem referência possível; o sangue empastava os colchões e as paredes. A minha preocupação era encontrar um colchão. Depois de dar volta aos oito que lá se encontravam, escolhi o que estava menos sujo. Tirei-lhe a capa, mas o cheiro que emanava de dentro era insuportável; mesmo assim, consegui traze-lo para a superfície, onde ficou a secar debaixo da minha vigilância, para não ser capturado por outro. Depois de bem seco e com os odores atenuados, levei a minha conquista para a vala onde, para caber, tive de o cortar ao meio, fazendo bem feliz o meu companheiro do lado, que, sem esforço, ganhou um colchão, e sem saber de onde tinham vindo.</p>
<p>Em Guidage havia um «passatempo diário»: adivinhar quando se comia. A ração diária consistia num punhado de arroz e numa pequena salsicha de aperitivo ao almoço e jantar, isto porque não havia outra coisa para comer, salvo se, de entre os escombros do depósito de géneros, surgia alguma surpresa. No depósito de géneros, praticamente inteiros, tínhamos os sacos de farinha e de arroz, para além das latas de salsichas; tudo o mais estava desfeito. Sob o ponto de vista alimentar, a odisseia consistia em fazer pão. Tínhamos farinha, mas não tínhamos fermento; fizemos as misturas mais incríveis de restos de medicamentos moídos, tentando levedar a massa, mas o calor envolvente secava-a antes de azedar. Assim, o nosso pão consistia nuns pequenos bolos de farinha, estilo broas de Natal, que nós chupávamos. Nas horas a que normalmente deveríamos comer, costumávamos ser obsequiados com um grupo de cinco granadas de morteiro 82 enviadas pelo PAIGC (cinco era o número de granadas que conseguiam pôr no ar ao mesmo tempo).</p>
<p>Em Guidage não havia falta de passatempos, isto porque, estando Guidage construído sobre a fronteira com o Senegal e com a pista de aviação já no terreno desse país, existia, cerca de 2 km para o interior do Senegal, uma estrada paralela a fronteira, que, durante a noite, era extraordinariamente concorrida, em especial pelas colunas do PAIGC, escoltadas por blindados de origem russa. No silêncio da noite, e conforme o sentido do vento, ouvíamos o chiar das lagartas e o barulho dos motores, que pareciam vir na nossa direcção. Não tínhamos uma única arma anticarro e todas as granadas de bazuca eram antipessoal, pelo que, se o PAIGC avançasse com os blindados, restava-nos retirar em boa ordem. Para cúmulo, sabia que, até 1968, em Moçambique, as unidades praticamente só tinham granadas anticarro, que utilizavam como antipessoal. Que agradáveis noites aquelas em que, de ouvido no solo, tentávamos saber se eles vinham ou iam!</p>
<p>Bem, mas havia outros passatempos. Por exemplo, um sargento enfermeiro passava o tempo, com velas de estearina, a tapar os buracos do corpo de um militar nosso de uma companhia de tropa especial, para que o corpo não começasse a cheirar mal, isto porque a companhia ameaçava desertar quando ele começasse a apodrecer. Mas nem tudo era mau, pois os mortos das outras companhias foram sem problemas enterrados na parada, fora os que ficaram abandonados na picada. Mas, decorridos estes anos, no fundo do nosso espírito «nacional-porreirista» não há problemas, porque, segundo dizem as consciências do antigo regime: «A guerra estava ganha!&#8230;»<br />
José Fernando</p>
<p><br clear="all" /><br />
<hr align="left" size="1" width="33%" /><a href="#_ftnref1" title="_ftn1" name="_ftn1">[1]</a>[1]] Nossas Tropas.</p>
<p><a href="#_ftnref2" title="_ftn2" name="_ftn2">[2]</a>[2]] Inimigo.</p>
<p><a href="#_ftnref3" title="_ftn3" name="_ftn3">[3]</a>[3]] Comando de Bissau.</p>
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		<title>Opiniões sobre o site</title>
		<link>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/210</link>
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		<pubDate>Sat, 01 Dec 2007 09:46:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipa de coordenação</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[» de Denise Viola, da Rede de Desenvolvimento Humano, Brasil
Que belíssimo evento!!! Fiquei encantada com o site e com a facilidade de navegar pelo mesmo, conhecendo um pouco do Simpósio. Também pude matar um pouco da saudade vendo lugares por onde passei quando estive aí.
Um grande abraço para você e para os amigos da Guiné-Bissau,
» [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>» de Denise Viola</em></strong>, da Rede de Desenvolvimento Humano, Brasil</p>
<p>Que belíssimo evento!!! Fiquei encantada com o site e com a facilidade de navegar pelo mesmo, conhecendo um pouco do Simpósio. Também pude matar um pouco da saudade vendo lugares por onde passei quando estive aí.</p>
<p>Um grande abraço para você e para os amigos da Guiné-Bissau,</p>
<p><strong><em>» de Rodrigo Nero</em></strong>, Arquitecto, Portugal</p>
<p>Muitos parabéns pelo site que envia! É bom ver Guiledje a &#8220;mexer&#8221;!!!</p>
<p><strong><em>» de Júlio Baldé</em></strong>, técnico guineense sedeado no Senegal</p>
<p>Consultei o site, é um guia muito interessante; o que dá um grande apetite para participar na Conferência. Mantenhas e um abraço.</p>
<p><strong><em>» de Virgínio Briote</em></strong>, do nosso irmão mais velho o blogue &#8220;Luís Graça &amp; Camaradas da Guiné&#8221;, Portugal</p>
<p>Obrigado, Carlos, pelo envio da mensagem. Pelo cuidado que tiveste na elaboração do programa, o Simpósio de Guilege vai ficar como um dos acontecimentos mais importantes para os nossos Povos depois do final da Guerra Colonial.</p>
<p>Um abraço a todos Vós.</p>
<p><strong><em>» de António Pedro Delgado</em></strong>, guineense a trabalhar no Jornal Record, Portugal</p>
<p>Obrigado pela informação da realização desse evento. Regozijado com o convite de participar com sugestões, elevo as minhas preces para que seja um sucesso e que a nossa AD (seus dirigentes) possam provar aos outros a capacidade de bem organizar e receber os convidados que tiverem a felicidade de se deslocar a Guiledje. Conto, num futuro próximo, poder participar pessoalmente se para ele for convidado</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><em>» de Constantino Correia</em></strong>, silvicultor<strong> </strong>guineense</p>
<p>O Site está fabuloso, adorei. Tentei gravar a brochura mas não foi possível. Total disponibilidade para o que for preciso. Um abraço</p>
<p><strong><em>» de Diana Andringa</em></strong>, jornalista portuguesa</p>
<p>Claro que autorizo a passagem do documentário &#8220;As duas faces da guerra&#8221; - e presumo que o Flora e o produtor também - e vos envio uma cópia. Tenho muito gosto em que seja visto pelas pessoas a quem, possivelmente, mais toca. Espero assistir ao Simpósio. Abraço,</p>
<p><strong><em>» Mateus Soares Sousa</em></strong>, guineense a trabalhar em Portugal</p>
<p>Kasumai e obrigado por ver os esforços que AD está a desenvolver no lugar mais difícil a pensar bem para sociedade guineense. Coragem e sucesso para frente.</p>
<p><strong><em>» Joffre Justino</em></strong>, angolano residente em Portugal</p>
<p>Fiquei particularmente agradado com o evento e com a forma como está a ser organizado. Parabéns! Só não me candidato a ir ao mesmo, se é que tal seria possível, porque vivo desde 2001/2 numa situação financeira bem complicada pois as sanções que me impuseram por ser da UNITA deram cabo das minhas actividades e limitaram-me  bastante financeiramente, mas desejo o melhor sucesso para este evento. Caso existam documentos gostava de ter acesso aos mesmos. Um grande abraço</p>
<p><strong><em>» Braima Biai</em></strong>, guineense residente em Portugal</p>
<p>Devo elogiar o trabalho que estão fazendo. Acho que até aqui as pessoas ainda não têm a noção da dimensão que isso representa para o Pais. Garanto que foi uma grande ideia e estamos junto nessa batalha. Na minha opinião poderiam facultar algumas informações sobre a saúde (clínicas e farmácias).</p>
<p><strong><em>» de Sadjá Mané</em></strong>,</p>
<p>Quero louvar esta iniciativa e dizer que todos estão de parabéns! Pena que hoje, volvidos 30 anos ou mais do acontecimento, esse Guiledje já não existe o que é muito triste. Sempre que passo pelo sitio, uma sensação nostálgica e de tristeza me invade. Pois não há nada que se possa mostrar como prova daquilo que foi a epopeia. Tal é o que também acontece no lugar histórico em Cassacá, onde se realizou o célebre congresso do PAIGC, em 1964, num completo estado de abandono. Incrível o que se passa connosco!</p>
<p><strong><em>» de Paulo Santiago</em></strong>,</p>
<p>Eu também quero ir a Guiledje. Posso levar tenda de campismo, se necessário. Em Bissau não tenho problema. Estou na Galiza, caminhando de Santiago ao Cabo Finisterra. Fico contente pelo Doutor Leopoldo Amado, que não conheço pessoalmente, estar bem. Irei conhecê-lo em Bissau, aquando do Simpósio em Março.<br />
<strong><em>» de Arie </em></strong><strong><em>Jongejan</em></strong><strong>, </strong>holandês da ONG ICCO<strong> </strong></p>
<p>Na verdade é uma iniciativa muito interessante, não somente para os amantes de história, mas também para aqueles que estão interessados em saber o que foi o desenvolvimento desta zona depois de independência e qual será o seu futuro deste: Um turismo ecológico, com museu, uma escola e outras possibilidades de desenvolvimento.</p>
<p>Para mim, o sitio de Guiledje, quando passei lá a caminho para Iemberém e Caboxanque, foi sempre um sitio de lembrança, sempre pedi para parar para ter um momento de lembrar o que foi passado no tempo de luta pela independência. Guiledje foi e será  de certeza um símbolo importante para o desenvolvimento da zona e do país!!</p>
<p>Muitos parabéns por esta iniciativa. Infelizmente não vou poder estar presente, mas desejo-vos muita força para que o Simpósio de Guiledje se torne um sucesso!!</p>
<p><strong><em>» De Carlos José Pereira da Silva</em></strong></p>
<p>Ao ver e rever o site guiledje.org, o qual está fabuloso, ocorre-me o seguinte:</p>
<p>Embora desconhecendo quem é o pai da iniciativa p/ organizar tal evento, devo dizer que foi, é uma excelente ideia.</p>
<p>Parabéns pela iniciativa.</p>
<p>Não sei se já se aperceberam que a promoção deste evento está a gerar e a congregar muita gente à sua volta.</p>
<p>Por aquilo que sinto e pelos contactos que tenho tido, à medida que vai aproximando-se a data da realização do evento, a movimentação e o interesse das pessoas aumenta de dia para dia.</p>
<p>Principalmente de camaradas que passaram por Guilege e não só, como é o meu caso, o que é muito bom para a Guiné, porque contribui para o desenvolvimento do seu turismo e consequentemente para a sua economia, pelo que, é um aspecto de louvar, na medida em que, contribui para o desenvolvimento do turismo militar e não só.</p>
<p>Eu tenho ido várias vezes à Guiné e sempre tenho falado a responsáveis por esse País, para sempre que possam fazerem um apelo aos ex militares portugueses que por aí passaram, para irem visitar a Guiné da Paz.</p>
<p>Mas agora que surgiu em boa hora esta feliz iniciativa, que está a ter um bom acolhimento, eu pergunto?</p>
<p>Porquê Guilege? Há alguma razão especial?</p>
<p>Bem, por algum lado tinham de começar.</p>
<p>Porque não aproveitar esta excelente iniciativa e lançar outras a seguir?</p>
<p>Porque não aproveitam a experiência e o sucesso da realização deste Simpósio e lançar para o ano GUIDAGE, palco de duras batalhas com a vizinha localidade de Kumbamory?</p>
<p>E no ano seguinte realizar noutro local e assim sucessivamente.</p>
<p>Penso que os guinéus só ganhariam com este tipo de eventos por todas as razões que lhe estão subjacentes.</p>
<p>Aliás, ganhavam os dois povos irmãos, contribuindo assim para estreitar ainda mais os laços de amizade que nos unem por razões históricas.</p>
<p>Há um outro aspecto que penso que contribuiria para o sucesso ser ainda maior. È o aspecto da divulgação do evento, que poderia passar através dos meios da comunicação.</p>
<p>Aqui deixo a minha sugestão, o meu repto.</p>
<p>Recebam um grande abraço</p>
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		<title>[Tópico de discussão] Onde estão as nossas Mulheres?</title>
		<link>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/208</link>
		<comments>http://www.adbissau.org/guiledje/archives/208#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Nov 2007 09:43:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipa de Coordenação</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Os meus parabéns pela iniciativa.
Gostaria simplesmente de referenciar, a meu ver, uma lacuna de extrema importância na valorização deste simpósio, quer no aspecto do relato presencial, quer no aspecto da valorização do real contributo dado pelas mulheres guineenses e cabo-verdianas (sim, cabo-verdianas também, ainda que em número reduzido), durante o percurso da luta de libertação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os meus parabéns pela iniciativa.</p>
<p>Gostaria simplesmente de referenciar, a meu ver, uma lacuna de extrema importância na valorização deste simpósio, quer no aspecto do relato presencial, quer no aspecto da valorização do real contributo dado pelas mulheres guineenses e cabo-verdianas (sim, cabo-verdianas também, ainda que em número reduzido), durante o percurso da luta de libertação nacional em geral e, também, no caso particular de Guiledje.</p>
<p>Onde estão as nossas MULHERES?<br />
Onde estão as guerrilheiras mães, cozinheiras, enfermeiras, companheiras e amigas de toda a hora?</p>
<p>Onde está a intelectualidade feminina guineense ou de outras origens, com experiências vividas da nossa luta de libertação?</p>
<p>Penso que, resumidamente, esta pequena nota pode e deve servir para se corrigir esta falha, pois ainda está-se a tempo de dar a mão à palmatória e convidar, que seja apenas uma MULHER, a participar como oradora do simpósio.<br />
Não apenas por uma questão ética, mas acima de tudo, por uma questão de Justiça para com as nossas MULHERES!</p>
<p>E já agora, com tantas intervenções versando os mesmos assuntos, porque não uma abordagem sobre a participação das MULHERES na operação Guiledje?</p>
<p>Muito obrigado.</p>
<p><strong>Comentário</strong> recebido de Fernando Casimiro (Didinho), Projecto Guiné-Bissau: CONTRIBUTO (<a href="http://www.didinho.org/">www.didinho.org</a>)</p>
<p><strong>Em jeito de resposta</strong>:</p>
<p>Partilhamos a sua preocupação sobre a importância das mulheres na luta de libertação e da sua ausência no Simpósio.</p>
<p>Não que não tenhamos feito um esforço, mas com o tempo aparecerão certamente mais do que a Francisca Quessangue (enfermeira que participou na operação do Assalto a Guiledje) e que irá intervir, como pode ver no programa, no dia 6 de Março às 10h30m.<br />
Daí que o seu apelo &#8220;convidar, nem que seja apenas uma MULHER como oradora do simpósio&#8221; já tivesse sido resolvido pelos organizadores.</p>
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