Setembro 2010
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CV

Licenciado em Direito. Nascido em Lisboa, a 20 de Novembro de 1945. Casado, dois filhos.

1996-2004 – Administrador do Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares. Membro do Conselho Geral da Fundação Mário Soares.
1998-2000 – Membro da Comissão Executiva do Conselho Superior de Arquivos.
1996-1998 – Exerce funções junto do Ministro da Ciência e da Tecnologia
1996-1999 – Designado pelo Conselho de Ministros membro do Comissariado da Expo’98 de Lisboa.
1993-1995 – Publica em co-autoria Em defesa de Aquilino Ribeiro, obra sobre o perseguição política movida pela ditadura contra um dos maiores escritores portugueses.
Co-autor de um documentário (Em demanda do Grão-Cataio ou Reinos do Tibete) sobre a viagem do padre jesuíta António de Andrade, que, em 1624, foi o primeiro ocidental a chegar ao Tibete.
1990-1993 - Dirige a criação do primeiro arquivo em suporte digital da Administração Pública portuguesa, posteriormente incorporado nos Arquivos Nacionais e que mereceu a menção honrosa do Prémio Descartes.
1983-1993 – Integra a equipa inicial da Alta Autoridade Contra a Corrupção, desempenhando funções de Chefe de Gabinete do Alto Comissário, participando em múltiplas reuniões nacionais e internacionais sobre a corrupção e os crimes de colarinho branco e na organização de seminários e publicações sobre o tema.
1980-1983 – Dedica-se à investigação sobre temática histórica, sendo autor de artigos em revistas da especialidade e colaborando em obras sobre temas de actualidade.
1977-1978 – Co-autor da série televisiva Sol a Sol, constituída por doze documentários sobre a realidade social portuguesa.
1975-1980 – Nomeado Adjunto de sucessivos Ministros da Administração Interna, participa na preparação das primeiras eleições livres em Portugal, designadamente em matéria legislativa e logística, desenvolvendo também intensa actividade na reorganização orgânica e legislativa do Ministério da Administração Interna, das Autarquias Locais, da Função Pública e das Forças de Segurança, além de assegurar, durante esses anos, a preparação da participação do respectivo membro do Governo no Conselho de Ministros.
1974-1975 – Exerce funções de coordenação na Comissão de Extinção da polícia política.
1974 – Após a Revolução de 25 de Abril, é nomeado para prestar apoio jurídico à Comissão Administrativa da Radiotelevisão Portuguesa.
1966-1969 – Activista das Associações de Estudantes da Universidade de Lisboa.
1965 – Preso pela polícia política da ditadura e julgado e condenado por “actividades contra a segurança do Estado”.
1964-1965 – Dirigente das Associações de Estudantes da Universidade de Lisboa.
1962-1964 - Dirigente da Pró-Associação dos Estudantes do Ensino Liceal.

Título da comunicação

Guiledje no Arquivo Amílcar Cabral

Sinopse da comunicação

O Arquivo Amílcar Cabral permite apurar o conhecimento da visão do PAIGC sobre o dispositivo militar português na Frente Sul e, em especial, Guiledje. Ainda sob a orientação pessoal de Amílcar Cabral, o PAIGC conduziu sucessivas operações contra esse quartel e a zona envolvente, tendo especialmente em vista diminuir a pressão sobre o “Caminho di Povo”, que permitia o reabastecimento em homens e munições a partir da base de Kandjafra. Abordar-se-á igualmente a evolução verificada entre a operação “Maimuna” e a operação “Abel Djassi”, que se saldou pelo abandono de Guiledje pelos militares portugueses.