CV
Nasceu em Bissau a 1 de Dezembro de 1949.
Fez os estudos secundários no Liceu Honório Barreto, em Bissau e terminou-os no Liceu Camões em Lisboa.
Licenciou-se em 1975, no Instituto Superior de Agronomia, em Portugal, onde em 1993 foi eleito presidente da Associação de Estudantes, tendo participado activamente nas lutas estudantis contra a ditadura e pela independência das ex-colónias.
Em 1975 contribuiu para a criação do Departamento de Pesquisa Agrícola (DEPA) no Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Guiné-Bissau tendo, em 1977, ajudado a criar o Centro de Pesquisa de Contuboel e a Estação Orizícola de Caboxanque e, em 1987, o Centro Frutícola de Quebo.
De 84 a 1986 foi director da revista Agrícola “Bentem”.
Em 1991, conjuntamente com mais 50 guineenses, fundou a ONG “Acção para o Desenvolvimento” (AD), da qual é Director Executivo.
Realizou consultorias para a FAO, Banco Mundial, UICN e algumas ONG nos domínios da elaboração de projectos agrícolas, associativismo rural e urbano, orizicultura, fruticultura e microcrédito.
É autor e co-autor de várias publicações de carácter científico e técnico, entre elas: “Acerca do cooperativismo na Guiné-Bissau”(1977), “Perspectivas da Pesquisa Agrícola na Guiné-Bissau” (1985), “Problemática da produção de sementes na Guiné-Bissau” (1985). “A agricultura guineense a caminho do ano 2.000” (1986), “A documentação agrícola científica e técnica na Guiné-Bissau” (1986), “Comentário sobre algumas monografias de produtos agrícolas feitas por Amilcar Cabral” (1988), “A pesquisa agrícola guineense na encruzilhada das suas opções” (1989), “Os ecosistemas orizícolas da Guiné-Bissau” (1990), “Vias para a modernização da agricultura na Guiné-Bissau”, em co-autoria com L.Pereira e C.Amarante (1992), “Notas sobre a fileira Mango na Guiné-Bissau” (1992), “O movimento associativo rural na Guiné-Bissau: evolução e situação actual” (1993), “O ensino agrícola na Guiné-Bissau” (1994), “Questões sobre a consolidação interna das associações na Guiné-Bissau” (1996), “A mulher e o movimento associativo rural na Guiné-Bissau” (1997), “A acção de solidariedade social das ONG moçambicanas na cidade de Maputo” em co-autoria com Vitória Ginja (1997), “Radio Quartier: une expérience d’animation communautaire en Guinée-Bissau” (1997), “Diagnóstico e propostas de acção prioritárias para a reabilitação e relançamento a curto prazo da economia rural na Guiné-Bissau” (1999), “Guiné-Bissau: a dinâmica do sector agrícola na zona costeira nos últimos 15 anos do século XX” (2000), “Reflexão sobre os Desafios Económicos do Sector Agrário da Guiné-Bissau: o Caju” (2002), “Repertório das Rádios Comunitárias da Guiné-Bissau” em co-autoria com Ladislau Robalo (2003), “Os Media Comunitários na Guiné-Bissau: um desafio inovador” (2004), “Termites, termitières et bioturbation en région de Cantanhez” em co-autoria com F.Malaisse, L.Bock, T.Camará, G.Colinet, E.Fournaux, J.Ruelle e A.Velickovic (2005), “Óleo de Palma: Processos de extracção e melhoramento” (2005) e “Aspectos gerais da cultura da palmeira no sector de S.Domingos” (2006)
Título da comunicação
O desenvolvimento económico e social na zona de Guiledje: A luta e as dinâmicas de participação e organização comunitárias
Sinopse da comunicação
O PAIGC nunca considerou a luta armada como a dimensão principal da luta pela independência nacional.
A luta, enquanto acto de cultura, mereceu uma atenção particular por parte de Cabral, uma vez que iria permitir a todos pensar pela sua própria cabeça e combater pelas suas ideias e não pelas que estavam na cabeça de outros.
A teoria que ele elaborou e a prática das zonas libertadas ensinam-nos que a confiança dos guineenses em si próprios é o alicerce principal do desenvolvimento socio-económico.
Esta atitude necessita de ser resgatada e valorizada por ser portadora de ensinamentos determinantes e inovadores na participação e organização das comunidades para os desafios do seu próprio desenvolvimento.