Março 2010
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CV

É natural de Bula na Guiné-Bissau.

Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Mestre em História Moderna com uma tese intitulada a “Guiné na Literatura portuguesa de viagens (sécs. XV-XVII)”.

É Doutorado em História Contemporânea pela Universidade de Coimbra com uma tese sobre Amílcar Cabral.  

Tem participado em várias conferências e congressos em Portugal e no estrangeiro (França, Espanha, Hungria, Dinamarca, Cabo Verde e Brasil).

É investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra e bolseiro de pós-doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Tem escrito e publicado vários artigos, sendo de destacar: “Os movimentos unitários anticolonialistas (1954-1960). O contributo de Amílcar Cabral”, Estudos do Século XX, Coimbra, Quarteto, 3, 2003; “MPLA: da Fundação ao Reconhecimento por parte da OUA”, Latitudes, Cahiers Lusophones, nº 28, 2006; “Amílcar Cabral: Do envolvimento na luta antifascista à manifestações de tendência autonomista no Portugal do pós-Guerra (1945-1957)”, In Cabral no cruzamento de épocas. Comunicações e discursos produzidos no II Simpósio Internacional Amílcar Cabral realizado na Cidade da Praia, 9 -12 de Setembro de 2004, Praia, Alfa Comunicações, 2005.

Título da Comunicação

Guiledje no horizonte político e militar de Amílcar Cabral em 1972
contribuição para o estudo de uma projectada ofensiva em tempos de guerra de libertação

Sinopse da comunicação

Tenta-se demonstrar que o assalto ao aquartelamento de Guiledje, protagonizado pelos guerrilheiros do PAIGC, a 18 de Maio de 1973, integrado naquilo que ficou conhecido como “Operação Amílcar Cabral”, em homenagem ao líder do PAIGC, entretanto assassinado, e na grande ofensiva militar de 1973, era um projecto antigo de Amílcar Cabral. Se as coisas tivessem passado conforme tinha planeado, deveria ter tido lugar em Setembro/Outubro de 1972.

Pretende-se atestar que essa acção militar se destinava a complementar a intensa actividade política e diplomática que caracterizou a estratégia delineada por Amílcar Cabral desde 1968, quando reformou as relações exteriores do seu partido com nítidas preocupações de alcançar uma personalidade jurídica internacional para a Guiné e Cabo Verde. Neste plano, a guerra, até então considerada “defensiva” de um povo agredido, passaria a “ofensiva” com o objectivo de ultrapassar o “impasse” político-militar.