Setembro 2010
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Leonardo Cardoso

CV

Fernando Leonardo Cardoso, casado, nasceu a 6 de Novembro de 1960 em Bissau, onde estudou e concluiu os ensinos primário e secundário.

Concluiu os estudos universitários em 1987 na antiga União das Republicas Socialistas Soviéticas, tendo-lhe sido acordado o grau cientifico de Master em Historia e Ciências Sociais na Universidade Estatal de Varonej (Federação Russa).

Entre os vários cargos directivos exercidos no aparelho do Estado, foi membro fundador e primeiro Director do Museu Etnográfico Nacional da Guiné-Bissau.

É investigador sénior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), onde exerceu as funções de coordenador do Centro de Estudos de Historia e Antropologia entre 1999 e 2006.

Dirigiu e coordenou vários projectos de investigação entre os quais o de recolha de dados sobre a Luta Armada de Libertação Nacional e os Antigos Combatentes.

Título da Comunicação

Alcance histórico de Guiledje no contexto da luta de Libertação Nacional e Independência da Guiné-Bissau

Sínopse da Comunicação

O texto pretende a abordagem do tema numa perspectiva histórica e dinâmica. Como tal, tentar-se-á mostrar como é que Guiledje evoluiu no contexto da luta. Como é que, de uma simples povoação, passou a ser uma zona a determinar as estratégias e o sucesso das operações militares tanto das tropas coloniais como dos guerrilheiros do PAIGC, no Sul da Guiné-Bissau.

Como explicar a grande importância atribuída a Guiledje? Porquê e até que ponto Guiledje marcou a história da libertação?

Porque razão a libertação de Guiledje nesse momento, em concreto assumia tamanha importância para o PAIGC?

A operação de Guiledje teria mobilizado mais meios logísticos e humanos do que todas as outras operações até então realizadas?

A perda de Guiledje podia significar, para as forças portuguesas, o fracasso das todas as operações militares no Sul? Ou, mais ainda, podia representar o fim das aventuras militares na Guiné e, consequentemente o início do fim da presença colonial portuguesa na Guiné?

Nesta mesma linha de pensamento, mas, desta vez, em relação ao PAIGC e ao Projecto de independência, a não libertação de Guiledje não poria em risco todas as conquistas da Luta sobretudo quando se tem em consideração que depois da liquidação física de Amílcar Cabral, alguns problemas já se faziam sentir ao nível da Direcção do PAIGC e que estes problemas teriam seguramente repercussões nas frentes de luta?