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FUTURO NÚCLEO MUSEOLÓGICO DE GUILEDJE

Nuno Rubim vem dedicando voluntariamente de há cerca de 2 anos a esta parte a sua reconhecida competência, visão histórica, investigação rigorosa e uma dedicação sem qualquer contrapartida à concepção do Núcleo Museológico e em especial ao diorama do quartel de Guiledje, uma obra impar que estará disponível durante o Simpósio e que nos enche de orgulho, a todos quantos se abalançaram a esta iniciativa.

Reconstituição do quartel-Foto Carlos Guedes Planta topográfica de Guiledje-2005

O Núcleo compreenderá,

» um Centro Documental que disporá de um Diorama do quartel, um grande Poster com as posições militares do PAIGC no momento do assalto final a Guiledje, uma exposição de fotografias e um serviço de computadores contendo um arquivo digital, documental e fotográfico, onde através de um conjunto de entrevistas em formato DVD estarão registados os testemunhos de muitos dos participantes guineenses, caboverdianos, cubanos e portugueses que por lá passaram durante a guerra colonial;

No primeiro compartimento à esquerda do Centro Documental ficará o diorama com fotografias, portuguesas e do PAIGC, relativas a Guiledje.

Na parte central ficarão expostos um poster de 3 metros sobre o ataque do PAIGC a Guiledje em Maio de 1973, com miniaturas de meios de combate portugueses e do PAIGC, acompanhados de fotografias e notícias explicativas.

No compartimento da direita ficarão os computadores, mesas para consulentes e armários para os arquivos digital, documental e fotográfico. Contará com o apoio da Fundação Mário Soares.

O Diorama foi projectado por Nuno José Varela Rubim e realizado por ele, com a colaboração de Isabel Pereira Pimentel, Maria Júlia de Sousa Rubim, Maria Tereza Rubim, Nuno Emanuel Rubim, Marcela, Pedro Rubim e Filipe Mesquita.

As fotografias que permitiram a feitura foram cedidas, na sua grande maioria, por Alberto Pires (Teco) ex-militar da Companhia de Caçadores 726, o qual foi incansável na sua pesquisa. Outras foram enviadas por Carlos Guedes, também da mesma Companhia. Ambos também forneceram informações sobre vários aspectos importantes da configuração do quartel.

Foram aproveitadas várias fotografias do saudoso Capitão José Afonso da Silva Neto, da Companhia de Artilharia 1613.

Daimler Posto de Socorros, Centro Cripto e Cantina. GMC Jeep Abrigo White Palhota Pelotão de reconhecimento Oficiais e Comando

 

 

 

i2.jpg Casa do Gerador camarata-e-messe-de-sargentos.jpg cozinha-e-refeitorio-de-pracas.jpg Caserna das Praças Deposito de géneros e arrecadação
casa-da-maria.jpg
posto-das-transmissoes-1.jpg posto-das-transmissoes-2.jpg pelotao-de-milicias-da-cmil-12.jpg

AM Fox-Bêbeda do-27.JPG

Foi importante o levantamento topográfico efectuado em Guiledje em 2005, por Fidel Midana Sambú.

Fidel Sambu fazendo o levantamento topográfico

Concepção do Diorama

- A povoação de Guiledje teve ali instalada unidades militares portuguesas desde Fevereiro de 1964 até Maio de 1973.

- Assumida a decisão de ser feito um diorama, foi necessário determinar a data que o mesmo iria representar, dado que ali estiveram instaladas 11 Companhias, além de outras unidades menores. No decurso desse período e sobretudo a partir de 1969, o aquartelamento sofreu alterações significativas.

- Foi decidido escolher a data de 1965-66 pela seguinte razão: foi nessa altura que aí esteve sediada a unidade que ali permaneceu mais tempo, a CCaç 726 que, com a unidade que se lhe seguiu, a CCaç 1424, foi também a Companhia que efectuou mais operações no sector e sofreu mais baixas em combate.

- O Diorama ou maqueta, pretende pois representar o aquartelamento e a tabanca nesse período.

- A escala escolhida foi a de 1/72, pois isso permitiria adaptar modelos em miniatura comercializados.

- Após aturado trabalho de estudo, recolhendo fotografias e declarações de ex-militares que ali estiveram no período em causa, foi possível desenhar um plano à escala para aí serem inseridas as localizações de edifícios, cubatas, abrigos e outros detalhes.

- Estes, depois de também serem desenhados à escala, foram construídos utilizando plástico, madeira, metal e resina, e depois pintados de forma a representá-los tão exactamente quanto possível.

- No diorama poderão ser pois observados, além das infraestruturas, modelos de viaturas, depósitos, diversos utensílios etc…

- E também uma DO-27, a aeronave que proporcionava talvez o único momento de alegria para as tropas, pois era quem trazia e levava o correio.

» um Museu que terá armamento, equipamento e outro material, português e do PAIGC, que está a ser ou venha a ser cedido.

Embora o espaço do Museu vá ser restrito, pretende-se que disponha de:

» um Unimog e um Pentenclas, meios de transporte de referência de um lado e outro da barricada;

» armas do PAIGC: uma RPG-7 (ou RPG-2), um morteiro de 82mm (ou 120mm), uma metralhadora pesada Degtyarev (ou Goryunov), uma ligeira Degtyarev, uma pistola-metralhadora PPSH, Thompson, M-23, uma espingarda semi e automática AK-47 Kalashnikov, Simonov, Mosin-Nagant e uma pistola Tokarev e Ceska.

» armas de Portugal: uma espingarda automática G-3 e FN, uma metralhadora MG-42, uma espingarda Mauser, LGF Bazooka e Dante, um morteiro de 60mm, 81mm e 10,7cm, e uma pistola Parabellum e Savage.